Ela é mulher de 8 ou 80, nunca soube ficar no meio termo, metades, quase, talvez, são coisas que não se encaixam no mundo dela. Tinhosa como não tem, de uma teimosia quase insuportável, ela não desiste fácil do que quer, luta, briga, esperneia, até conseguir, ou até ver que tem que seguir por outro caminho, não por fraqueza, mas por inteligência, afinal metades nunca lhe fizeram bem.
A mulher que tem o poder de ser tantas em uma só, a caixinha
de mistério, julgadas por muitos como a mais fria, sarcástica, insensível,
realista extremista, que possa existir. Mas tem aqueles que se aventuraram
nesse mistério, que ela pode ser, esses corajosos tiveram uma grata surpresa, a
mulher tão temida por tantos, não passa de uma menina, que é doce, é romântica,
de sonhos bobos, de esperanças absurdas, de medos infantis, de uma paciência
invejável, de amores grandiosos, de um dom de cuidar, que poucos tem.
Ela se despiu da sua capa de mulher durona, e talvez por
isso, provavelmente por isso, tenha se machucado tanto, poucas são as pessoas
que estão preparadas para conhecer e conviver com esse lado menina dela. E ela
descobriu isso, depois de muito cair e muito levantar também, como uma criança
que está aprendendo a andar, ela não desistiu. As lagrimas que ela derramou,
essas só a fizeram mais forte, afinal, sem dor, sem ganho!
